sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Isto não é cordel!

Bem aventurados amigos, ressurjo das cinzas! Perdoem-me a displicência, os três meses sem nada declarar. Bem, reabrindo os trabalhos, decidi publicar minha opinião sobre o Cordel do Fogo Encantado - mais que isso, meu desabafo, pois acabei sabendo que a banda, ou qualquer um de seus componentes, sequer apareceu na sala Cego Aderaldo, na VIII Bienal do Livro do Ceará. Não fizeram nem questão de tentar fazer jus ao nome.

É, de cordel passa longe.

O tal "poeta" Lirinha
É produto do mercado
Pois não verseja uma linha
Sem verso mal acabado
É ruim mercadoria
Infeliz apologia
Ao cordel e seu legado

Cabra da voz enjoenta
Que faz força ao declamar
Ô garganta catarrenta!
Tenho nojo de escutar

Do "mangue-beat" é fruto
Filho do Chico Ciência
Coisa que me deixa puto
É tal subserviência
Desse povo que mistura
Rock com nossa cultura
Criando essa flatulência

Pois rock pra mim não serve
Nem puro nem misturado
E baião também não deve
Andar mal acompanhado

Nem merece o poeta
Que honra a profissão
Andar junto d'um perneta
Que lhe tira a inspiração
Se não veio para cá
Deixa o José pra lá
Ninguém quer ele aqui não!